Câncer de Ovário é silencioso!

CÂNCER DE OVÁRIO


O Câncer de Ovário é um tipo de tumor que se desenvolve no aparelho reprodutor feminino e é considerado o mais grave dos cânceres ginecológicos, apesar de ser menos frequente que outros tumores.

É uma doença silenciosa pois não provoca sintomas em seus estágios iniciais portanto, pode crescer e se desenvolver sem as mulheres perceberem.


Após diagnosticado, podemos descrever diversos subtipos de tumores malignos do ovário com graus de agressividade diferentes, o que interfere e diferencia os tratamentos e prognósticos.


São mais predominantes em mulheres acima de 50 anos, porém podem ocorrer em mulheres de qualquer idade.


Infelizmente 75% dos casos de Câncer de Ovário são identificados tardiamente e já estão em estágio avançado.


Este tipo de câncer apresenta sintomas diretamente relacionados com o estágio da doença, ou seja, dependendo do sintoma a doença já poderá estar bem avançada.


SINAIS E SINTOMAS


O tumores malignos de ovário, em sua grande maioria, só apresentam manifestações clínicas em estágios avançados.


Em sua fase inicial frequentemente não causam sintomas específicos e é de difícil diagnóstico precoce.


No estágio avançado do Câncer de Ovário, estágio em que os sinais e sintomas são mais perceptíveis, podemos encontrar sintomas que se confundem com outras doenças.


Com o crescimento do tumor e aumento do ovário há compressão de outros órgãos e estruturas e mudanças físicas e sintomas podem surgir como: aumento do volume abdominal, dores abdominais ou pélvicas, massa abdominal palpável, azia, perda de apetite, maior frequência urinária, dor nas costas na região lombar, intestino preso, náuseas, irregularidades menstruais e sangramentos.


CAUSAS E FATORES DE PREDISPOSIÇÃO


O Câncer de ovário está relacionado a fatores genéticos, ambientais e hormonais. Os principais fatores de risco são:

  • História familiar

  • Síndromes hereditárias: Síndrome de Lynch II (Câncer colorretal hereditário não polipoide – HNPCC), Síndrome de câncer ovário-mama (mutação dos genes BRCA1 e BRCA2)

  • Infertilidade

  • Obesidade

  • Menopausa tardia

  • Nuliparidade (mulheres que nunca tiveram filhos)

São considerados protetores contra a doença: multiparidade (múltiplos filhos), amamentação, uso de hormônios protetores, ligadura tubária (laqueadura), histerectomia (retirada do útero) e salpingo-ooforectomia (retirada dos ovários e tuba) bilateral.



PREVENÇÃO

Quando falamos em prevenção devemos considerar a carga genética hereditária e principalmente todos os hábitos que praticamos ao longo de nossa vida para alcançarmos realmente o objetivo de prevenir doenças.


Para promovermos a prevenção primária devemos priorizar hábitos de vida saudáveis como alimentação balanceada, controle de peso e frequência em atividades físicas.


No caso do Câncer de Ovário, dependendo de seu estágio e algumas particularidades do tumor, os exames de detecção precoce regulares (ultrassonografias ginecológicas) nos permite ter maior chance de diagnóstico e intervenção na doença podendo nos proporcionar prognósticos melhores.


Porém, devemos ter cuidado pois, para os tumores restritos ao ovário (fase bem inicial) infelizmente ainda não há exames preventivos detectores como os exames de Papanicolau para o câncer de colo de útero, o que dificulta muito o diagnóstico precoce do Câncer de Ovário.


Não deixe de considerar que caso tenha parente de primeiro grau com Câncer de Ovário e/ou mama um controle de detecção precoce mais rigoroso deve ser realizado.


DIAGNÓSTICO


Já sabemos que uma percentagem significativa das pacientes com Câncer de Ovário inicial podem não apresentar sintomas específicos e que a detecção precoce do tumor maligno nos ovários é difícil e complexa.


Assim, trabalhamos com achados suspeitos sem ou com sintomas no exame clínico realizado por médico e com exames complementares como ultrassonografias ginecológicas, tomografia computadorizada e\ou ressonância nuclear magnética.


Para a conclusão do diagnóstico também é possível realizar, de acordo com precisas indicações médicas, intervenções cirúrgicas, punções de coleta de líquido, biópsias e/ou exame de dosagem da proteína (ou antígeno) CA125 no sangue. Assim, uma análise adequada de todos os dados obtidos proporciona a conclusão do diagnóstico.


É importante salientar que a cirurgia é uma intervenção extremamente importante para o diagnóstico e estadiamento da doença e dependendo do caso, pode ser realizada de maneira minimamente invasiva (videolaparoscopia).


TRATAMENTO

Após detecção, diagnóstico e classificação do tipo de tumor da doenças o tratamento é dependente do tipo do tumor, do estadiamento (extensão da doença), idade e condições de saúde da paciente.


A abordagem deve ser sempre individualizada e todos os critérios médicos e protocolos devem ser respeitados. A cirurgia constitui a principal modalidade terapêutica. A terapia sistêmica com quimioterapia é frequentemente indicada para complementar o tratamento, podendo ser utilizada antes ou depois da cirurgia.



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