VIDEOCIRURGIA EM CIRURGIA ONCOLÓGICA



Cirurgia Oncológica pode ser realizada por Videocirurgia?


Há vários anos a Cirurgia Minimamente Invasiva (Videolaparoscopia) vem sendo utilizada na cirurgia geral e mudou a maneira de pensar e discutir o tratamento cirúrgico em geral. De alguns anos para cá, o tratamento oncológico também vem passando por essa transformação.


No início da década de 90, várias foram as discussões sobre a capacidade da Videocirurgia em reproduzir e seguir os princípios da cirurgia oncológica convencional, tais como: retirada completa do tumor com margens seguras, retirada conjunta dos linfonodos (“ínguas”) ao redor do tumor, cuidado com a retirada da tumoração de dentro da cavidade e cuidados para evitar a disseminação de células do tumor.


Uma preocupação importante, que por vários anos “assombrou” a utilização da Videocirurgia na cirurgia oncológica, era o implante tumoral nos portais de acesso a cavidade, isto é, o surgimento de tumor nos locais onde são introduzidos as pinças e câmera, através dos quais a cirurgia é realizada. Após anos de desconfiança e dúvidas, vários trabalhos científicos comprovaram que a taxa de recidiva nos portais, é a mesma da recidiva na ferida cirúrgica em cirurgias convencionais (abertas).


Outra preocupação relevante, era a forma de retirar o tumor de dentro do corpo. Este ponto foi solucionado com o advento de bolsas de materiais impermeáveis (“endobags”) que servem para esta função, sem deixar com que o tumor entre em contato com a ferida cirúrgica, assim como a utilização de incisões adicionais adequadas para a retirada dessas peças.


Com os avanços das técnicas e equipamentos na videolaparoscopia houve um importante impacto sobre as taxas de complicações durante e após as cirurgias, como diminuição do tempo de internação hospitalar, diminuição da dor e questões relacionados a melhor qualidade de vida. Considerando ainda, que todo paciente com câncer requer cuidados adicionais, tanto pelas condições clínicas impostas pela doença, quanto pelo lado emocional, esses benefícios são ainda mais evidentes.

Sendo assim, a cirurgia oncológica por vídeo é um procedimento possível e seguro, desde que os princípios oncológicos e as técnicas cirúrgicas adequadas sejam seguidas para cada tipo de câncer, como tumores gástricos, intestinais, uterinos, ovarianos e pancreáticos, entre outros.


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